<![CDATA[Candy Livros - Nosso blog]]>Wed, 15 May 2024 19:48:45 -0300Weebly<![CDATA[PAULO OTÁVIO BARREIROS GRAVINA: "O LIVRO É UM CONVITE ÀQUELES PARA QUEM OS DESGOSTOS DO MUNDO NÃO DERROTARAM A CAPACIDADE DE FABULAR"]]>Fri, 24 May 2019 14:55:23 GMThttp://candidoeditora.com.br/nosso-blog/paulo-otavio-barreiros-gravina-o-livro-e-um-convite-aqueles-para-quem-os-desgostos-do-mundo-nao-derrotaram-a-capacidade-de-fabularImagem
Fabulemos. Esse é o chamado de Paulo Otávio Barreiros Gravina aos leitores de sua mais recente obra, o livro de fantasia ‘A Fábula do Príncipe Narseu’, lançado em abril de 2019 pelo selo Candinho, da Editora Cândido. Gravina é o criador de uma dimensão povoada de criaturas fantásticas, belas e corajosas princesas, gigantes de um olho só, rainhas feiticeiras e sacerdotisas versadas nas artes divinatórias. Conheça melhor o processo de criação do escritor na entrevista a seguir. 

Nosso Blog - De onde veio a inspiração para escrever a obra de fantasia “A Fábula do Príncipe Narseu”?
Paulo Otávio Barreiros Gravina - É uma história que escrevi já há muito tempo. Tinha começado a escrever o primeiro trecho, mas sem continuidade, em algum momento da vida, não lembro exatamente quando. Na época em que estava terminando o Mestrado em Literatura Brasileira, resolvi reler alguns textos antigos e encontrei esse primeiro trecho. Então a história foi vindo na minha cabeça, reunindo diversos assuntos e leituras que havia estudado naquele período e antes. Em uma semana aproximadamente o texto e a estrutura original estavam prontos. Ainda fiz algumas alterações depois, inclusive seguindo o conselho de várias pessoas que leram. Mas aquela semana de imensa inspiração foi determinante!

Nosso Blog - Quais os autores da literatura fantástica mais te influenciam?
Paulo Otávio Barreiros Gravina - Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft, H. G. Wells, Gabriel García Márquez, José J. Veiga, Franz Kafka, Ray Bradbury, George Orwell, Neil Gaiman, J. R. R. Tolkien, Isaac Asimov, George R. R. Martin, Italo Calvino, Adolfo Bioy Casares, Wilmar Shiras, Horacio Quiroga, Lygia Bojunga e (por que não?) Machado de Assis.

Nosso Blog - Como é o seu processo criativo? Escreve todos os dias?
Paulo Otávio Barreiros Gravina - Não escrevo todos os dias. Geralmente preciso de um ponto de partida, um tema, um personagem, um enigma... Às vezes desenvolvo alguma ideia no metrô ou no ônibus. Leituras constantes e o trabalho de tradução costumam me ajudar muito.

Nosso Blog - Além de escritor, você também é tradutor, editor e organizador de edições literárias. O que um novo projeto precisa ter para te atrair?
Paulo Otávio Barreiros Gravina - Procuro livros injustiçados. Ou seja, livros de qualidade que não foram lançados no Brasil ou que não tiveram uma boa edição aqui, por qualquer motivo que seja. Aí tento fazer uma produção editorial marcante para eles.

Nosso Blog - O seu primeiro livro “Que Brazil é esse? – O que eles disseram sobre o Brasil” reuniu declarações e citações dos estrangeiros sobre o Brasil. Já “A Fábula do Príncipe Narseu” é um infanto-juvenil de fantasia. Do que trata seu próximo livro?
Paulo Otávio Barreiros Gravina - Para falar a verdade, eu mesmo não sei. Tenho alguns contos reunidos e já publicados em diversas antologias (com outros autores) e acredito que seria interessante publicá-los. Reuni, inclusive, alguns em antologias temáticas: ficção científica, terror etc.


O livro 'A Fábula do Príncipe Narseu', de Paulo Otávio Barreiros Gravina, pode ser adquirido aqui.


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<![CDATA[A aventura da autopublicação: entrando no mercado de livros]]>Fri, 02 Dec 2016 21:14:55 GMThttp://candidoeditora.com.br/nosso-blog/a-aventura-da-autopublicacao-entrando-no-mercado-de-livrosSão comuns os lamentos de escritores, poetas ou pesquisadores sobre a falta de espaço dado pelas editoras para suas obras. Muitos ainda insistem no envio de originais para diversas empresas que, quando se dão a esse trabalho, respondem negativamente ao investimento em obras de autores desconhecidos do mercado. Infelizmente, é uma realidade que não podemos desconsiderar: o mercado viverá sempre da relação entre oferta e demanda. Isso significa que um livro, visto como produto pela maioria dessas editoras, precisa dar lucro. 

Uma alternativa é a chamada autopublicação, em que o autor investe para que seu livro seja lançado. Não estou falando aqui, obviamente, das inúmeras possibilidades de escritos virtuais como a rede Wattpad, minha menção é basicamente aos livros impressos e também aos ebooks, cuja expressividade no mercado brasileiro ainda é incipiente, embora bastante promissora. 

Um dos erros mais comuns cometidos pelos autores é acreditar que seu livro está pronto e que basta enviar para uma gráfica imprimir que está tudo tranquilo, tudo favorável. O caminho do sucesso para o mercado livreiro é um pouco mais tortuoso.

Um primeiro ponto a se considerar é que quando escrevemos, nem sempre nos damos conta de pequenos erros que nos escapam. A não ser que o autor tenha muita experiência no mercado editorial, diagramação, capa e revisão de texto devem ser preferencialmente conduzidos por quem pode direcionar aquele projeto. Capas desajeitadas, papel mal escolhido, texto com erros tolos podem transformar um potencial bom livro em um fracasso. 

O editor também poderá ajudar o autor em sua jornada rumo à distribuição. Embora as redes sociais sejam excelentes ferramentas para a divulgação do livro, a distribuição especializada proporcionada por uma Editora é de extrema importância para o sucesso do livro.

Obviamente que não são receitas de bolo. Cada livro é um livro e cada autor é um autor, ou seria ator? Boa parte desse sucesso, também está em como o escritor, verdadeiro dono da obra, age para vender seu livro. Mas esse resultado pode ser ainda melhor se, aliado ao bom trabalho do autor em escrever e mostrar seu trabalho, um livro bem feito, bem pensado e elegante, pode chegar mais rapidamente às estantes dos leitores. ]]>